20 março 2015

ANCESTRALIDADE



Nas Américas, o Brasil representa um dos principais polos irradiadores das civilizações africana eindígena, e, apesar das características dessa realidade que constitui o patrimônio histórico-cultural da nação, o Estado brasileiro, até hoje, não conseguiu absorver e integrar a sua diversidade cultural, numa proposta de política educacional.

A ancestralidade constitui a corrente sucessiva de gerações que mantêm, com dignidade, o legado dos seus antepassados, repõem e expandem o universo mítico-simbólico que sustenta as tradições de um povo, suas instituições, organizações territoriais e políticas, valores, linguagens, formas de comunicação através de narrativas míticas. Modos de afirmação existencial e sociabilidades.

FORMAÇÃO

Pensar a oralidade, a escrita e a arte no processo de formação é buscar o que trans-forma o sujeitoneste processo educativo. Processo que molda o sujeito em uma identidade que não é estática  nem definitiva.

Jorge Larrosa privilegia a questão da experiência no processo de formação. Ligar sujeito e conhecimento através da experiência é o quepara Larossacaracteriza a formação. (Larossa, Jorge. Literatura, experiência e formação. In: Costa, Marisa Vorraber (org). Caminhos investigativos – novos olhares na pesquisa em Educação. Rio de Janeiro, DP&A Editora, 2002.

Mas para que a experiência ocorra, é necessário ter a capacidade de escutar, dialogar e negociar significados. É tudo um aprendizado possível de ser realizado, por exemplo, através de rodas de leituras, que privilegia a escuta, o diálogo e a negociação de significados.

Escuta porque tenho que ouvir p que o outro (ou os outros) têm a dizer; Diálogo porque, reagindo a esta fala, coloco minha opinião sobre o que está sendo debatido; negociação de sentido, porque nem sempre consenso acerca dos temas que estão sendo tratados, podendo-se chegar a um denominadorcomumem alguns casos por muitas concessõesou à manutenção da divergência (cada um mantendo o seu ponto de vista, antagônico ao do outro ou outros).

A arte, em suas múltiplas manifestações, também nos oferece um amplo campo de reflexão para a formação do ser humano. Faya Ostrower afirma que a criatividade é inerente à própria condição humana. Assim, longe de constituírem qualidades excepcionais ou talvez anormais, a criatividade e os múltiplos atos da criação que dela resultam devem ser entendidos como estados e comportamentos naturais da humanidade. Naturais no sentido de serem próprios do homem.O homem é um ser criador, naturalmente, espontaneamente, e não excepcionalmente(Ostrower, Fayga. In: Garcia, Pedro e Faria, Hamilton. Arte e identidade cultural na construção de um mundo solidário. O reencantamento do mundo. São Paulo. Revista Pólis, 41, 2001).


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