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10 junho 2021

Há 90 anos nascia João Gilberto

 


No dia 10 de junho de 1931, há 90 anos, nascia João Gilberto, responsável por uma revolução na maneira de cantar e tocar violão que mudou tudo na música brasileira. Cantor, compositor e violonista brasileiro, considerado não apenas um dos maiores gênios da música, mas também o criador no estilo bossa nova. João Gilberto (1931-2019) foi a principal voz do movimento musical brasileiro mais conhecido do mundo e foi revolucionário quase que involuntariamente.

 

Foi, pelo menos no Brasil, o primeiro cantor que não precisou de um vozeirão para cantar. Ele cantava baixinho, como um sussurro, com um violão virtuoso de acompanhamento. A voz de João Gilberto apresenta uma intensidade muito baixa para os padrões dos anos 1950, em que predomina a potência vocal dos cantores do rádio. Seguindo cantores como o trompetista norte-americano Chet Baker e o brasileiro Mário Reis, conhecidos por se aproveitarem da sensibilidade dos microfones elétricos para cantar com baixa intensidade, João Gilberto desenvolve um estilo que lhe permite explorar variados timbres.

 


Além disso, a opção pela "voz pequena" é motivada pela necessidade de igualá-la ao nível pouco potente do violão que deixa de ser mero acompanhante. O instrumento funde-se com o canto em uma relação de complementariedade e interdependência. João Gilberto, como o pai da bossa nova, abriu espaço para outros grandes nomes: Roberto Menescal, Baden Powell, Marcos Valle, Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Gal Costa e muitos outros. A importância de João Gilberto é perfeitamente resumida na frase do pesquisador Zuza Homem de Mello: “Um Quixote lutando para afinar um universo inevitavelmente desafinado”

 

 

06 agosto 2007

Cinco fases de Gilberto Gil -1967/1987 (1)

Poetas, seresteiros, namorados, correi, é chegada a hora de se deleitar com a obra de Gilberto Passos Gil Moreira, o conhecido Gilberto Gil. Neste especial vamos conhecer a trajetória do artista em cinco fases, no período de 1967 a 1987.

A preocupação política sempre foi uma constante na obra do cantor e compositor Gilberto Gil. Mas a sensibilidade do artista, aguçada por ricas experiências pessoais e por uma rara sintonia com o mundo a seu redor, levou-o a alargar e a aprofundar essa postura, entrelaçando-a ao próprio cotidiano. Já em seu primeiro disco, “Louvação”, ele pulava fora do convencional. Assim ele define sua Procissão: “Olha, lá vai passando a procissão/se arrastando que nem cobra pelo chão”. Afinal, comparar uma procissão à cobra que se arrasta pelo chão anunciava a chegada de um poeta da MPB.

“Olha lá vai passando a procissão/se arrastando que nem cobra pelo chão/as pessoas que nela vão passando/acreditam nas coisas lá do céu/as mulheres cantando tiram versos/os homens escutando tiram o chapéu/eles vivem penando aqui na terra/esperando o que Jesus prometeu//E Jesus prometeu vida melhor/pra quem vive nesse mundo sem amor/só depois de entregar o corpo ao chão/só depois de morrer neste sertão/eu também tô do lado de Jesus/só que acho que ele se esqueceu/de dizer que na terra a gente tem/de arranjar um jeitinho pra viver//Muita gente se arvora a ser Deus/e promete tanta coisa pro sertão/que vai dar um vestido pra Maria/e promete um roçado pro João/entra ano, sai ano, e nada vem/meu sertão continua ao deus-dará/mas se existe Jesus no firmamento/cá na terra isto tem que se acabar” (Procissão)

Desde seu elepê de estréia, Gil mostrou que não ia se contentar com o convencional. Tanto que já nesse disco ele surpreendia com “Lunik 9”, uma canção dividida em diversas partes, sem se fixar num único andamento. Gil canta um tema da era tecnológica, contrapondo a lua da lírica tradicional à lua desmistificadora pelos vôos especiais. Outra música que refletia o clima de contestação da época, “Ensaio Geral”.

Também desta primeira fase estão as canções “Roda”, de Gil e Torquato Neto, e “Ele Falava Nisso Todo o Dia”. Esta última sobre um personagem preocupado com o seguro de vida. É pelo protesto que Gil se identifica com o despertar de uma geração. Uma canção que causou impacto pela complexidade construtiva: “Domingo no Parque”. O forte da música é o arranjo que Gil e Rogério Duprat realizaram, segundo uma concepção cinematográfica, assim como a interpretação contraponteada de Gil. Letra, música, sons, ruídos, palavras e gritos são sincronizados, interpenetrando-se como vozes em rotação para narrar uma tragédia amorosa, vivida em ambiente popular. “Domingo no Parque” ficou em segundo lugar no 3º Festival da Record, em São Paulo.

“O rei da brincadeira (ê, José)/o rei da confusão (ê, João)/um trabalhava na feira (ê, José)/outro na construção (ê, João)//A semana passada, no fim da semana/João resolveu não brigar/no domingo de tarde saiu apressado/e não foi pra Ribeira jogar capoeira/não foi pra lá, pra Ribeira, foi namorar/o José como sempre no fim da semana/guardou a barraca e sumiu/foi fazer no domingo um passeio no parque/lá perto da Boca do Rio/foi no parque que ele avistou Juliana/foi que ele viu/foi que ele viu Juliana na roda com João/uma rosa e um sorvete na mão/Juliana seu sonho, uma ilusão/Juliana e o amigo João/o espinho da rosa feriu Zé/e o sorvete gelou seu coração/o sorvete e a rosa (ô, José)/a rosa e o sorvete (ô, José)/foi dançando no peito (ô, José)/do José brincalhão (ô, José)//O sorvete e a rosa (ô, José)/a rosa e o sorvete (ô, José)/oi, girando na mente (ô, José)/do José brincalhão (ô, José) Juliana girando (oi, girando)/oi, na roda gigante (oi, girando)/oi, na roda gigante (oi, girando)/o amigo João (João)/o sorvete é morango (é vermelho)/oi girando e a rosa (é vermelha)/oi, girando, girando (é vermelha)/oi, girando, girando...//Olha a faca! (olha a faca!)/olha o sangue na mão (ê, José)/Juliana no chão (ê, José)/outro corpo caído (ê, José)/seu amigo João (ê, José)/amanhã não tem feira (ê, José)/não tem mais construção (ê, João)/não tem mais brincadeira (ê, José)/não tem mais confusão (ê João)...(Domingo no Parque)

Em 1967, com o som dos Beatles na cuca e toda a ebulição da época, contracultura e psicodelismo, Gil começa a procurar novos caminhos. Junto a Caetano Veloso, Gal Costa, Tom Zé, o maestro Rogério Duprat, os poetas Torquato Neto e Capinam, o artista plástico Rogério Duarte e o empresário Guilherme Araújo, Gil é um dos expoentes do Tropicalismo, um movimento que iria modificar profundamente a música brasileira.

27 junho 2012

Cinco fases de Gilberto Gil -1967/1987 (1)


Poetas, seresteiros, namorados, correi, é chegada a hora de se deleitar com a obra de Gilberto Passos Gil Moreira, o conhecido Gilberto Gil. Neste especial (que produzi para a Rádio Educadora da Bahia na época) vamos conhecer a trajetória do artista em cinco fases, no período de 1967 a 1987.

A preocupação política sempre foi uma constante na obra do cantor e compositor Gilberto Gil. Mas a sensibilidade do artista, aguçada por ricas experiências pessoais e por uma rara sintonia com o mundo a seu redor, levou-o a alargar e a aprofundar essa postura, entrelaçando-a ao próprio cotidiano. Já em seu primeiro disco, “Louvação”, ele pulava fora do convencional. Assim ele define sua Procissão: “Olha, lá vai passando a procissão/se arrastando que nem cobra pelo chão”. Afinal, comparar uma procissão à cobra que se arrasta pelo chão anunciava a chegada de um poeta da MPB.

“Olha lá vai passando a procissão/se arrastando que nem cobra pelo chão/as pessoas que nela vão passando/acreditam nas coisas lá do céu/as mulheres cantando tiram versos/os homens escutando tiram o chapéu/eles vivem penando aqui na terra/esperando o que Jesus prometeu//E Jesus prometeu vida melhor/pra quem vive nesse mundo sem amor/só depois de entregar o corpo ao chão/só depois de morrer neste sertão/eu também tô do lado de Jesus/só que acho que ele se esqueceu/de dizer que na terra a gente tem/de arranjar um jeitinho pra viver//Muita gente se arvora a ser Deus/e promete tanta coisa pro sertão/que vai dar um vestido pra Maria/e promete um roçado pro João/entra ano, sai ano, e nada vem/meu sertão continua ao deus-dará/mas se existe Jesus no firmamento/cá na terra isto tem que se acabar” (Procissão)

Desde seu elepê de estreia, Gil mostrou que não ia se contentar com o convencional. Tanto que já nesse disco ele surpreendia com “Lunik 9”, uma canção dividida em diversas partes, sem se fixar num único andamento. Gil canta um tema da era tecnológica, contrapondo a lua da lírica tradicional à lua desmistificadora pelos voos especiais. Outra música que refletia o clima de contestação da época, “Ensaio Geral”.

Também desta primeira fase estão as canções “Roda”, de Gil e Torquato Neto, e “Ele Falava Nisso Todo o Dia”. Esta última sobre um personagem preocupado com o seguro de vida. É pelo protesto que Gil se identifica com o despertar de uma geração. Uma canção que causou impacto pela complexidade construtiva: “Domingo no Parque”. O forte da música é o arranjo que Gil e Rogério Duprat realizaram, segundo uma concepção cinematográfica, assim como a interpretação contraponteada de Gil. Letra, música, sons, ruídos, palavras e gritos são sincronizados, interpenetrando-se como vozes em rotação para narrar uma tragédia amorosa, vivida em ambiente popular. “Domingo no Parque” ficou em segundo lugar no 3º Festival da Record, em São Paulo.

“O rei da brincadeira (ê, José)/o rei da confusão (ê, João)/um trabalhava na feira (ê, José)/outro na construção (ê, João)//A semana passada, no fim da semana/João resolveu não brigar/no domingo de tarde saiu apressado/e não foi pra Ribeira jogar capoeira/não foi pra lá, pra Ribeira, foi namorar/o José como sempre no fim da semana/guardou a barraca e sumiu/foi fazer no domingo um passeio no parque/lá perto da Boca do Rio/foi no parque que ele avistou Juliana/foi que ele viu/foi que ele viu Juliana na roda com João/uma rosa e um sorvete na mão/Juliana seu sonho, uma ilusão/Juliana e o amigo João/o espinho da rosa feriu Zé/e o sorvete gelou seu coração/o sorvete e a rosa (ô, José)/a rosa e o sorvete (ô, José)/foi dançando no peito (ô, José)/do José brincalhão (ô, José)//O sorvete e a rosa (ô, José)/a rosa e o sorvete (ô, José)/oi, girando na mente (ô, José)/do José brincalhão (ô, José) Juliana girando (oi, girando)/oi, na roda gigante (oi, girando)/oi, na roda gigante (oi, girando)/o amigo João (João)/o sorvete é morango (é vermelho)/oi girando e a rosa (é vermelha)/oi, girando, girando (é vermelha)/oi, girando, girando...//Olha a faca! (olha a faca!)/olha o sangue na mão (ê, José)/Juliana no chão (ê, José)/outro corpo caído (ê, José)/seu amigo João (ê, José)/amanhã não tem feira (ê, José)/não tem mais construção (ê, João)/não tem mais brincadeira (ê, José)/não tem mais confusão (ê João)...(Domingo no Parque)

Em 1967, com o som dos Beatles na cuca e toda a ebulição da época, contracultura e psicodelismo, Gil começa a procurar novos caminhos. Junto a Caetano Veloso, Gal Costa, Tom Zé, o maestro Rogério Duprat, os poetas Torquato Neto e Capinam, o artista plástico Rogério Duarte e o empresário Guilherme Araújo, Gil é um dos expoentes do Tropicalismo, um movimento que iria modificar profundamente a música brasileira.

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Quem desejar adquirir o livro Bahia um Estado D´Alma, sobre a cultura do nosso estado, a obra encontra-se à venda nas livrarias LDM (Brotas), Galeria do Livro (Boulevard 161 no Itaigara e no Espaço Cultural Itau Cinema Glauber Rocha na Praça Castro Alves), na Pérola Negra (Barris em frente a Biblioteca Pública) e na Midialouca (Rua das Laranjeiras,28, Pelourinho. Tel: 3321-1596). E quem desejar ler o livro Feras do Humor Baiano, a obra encontra-se à venda no RV Cultura e Arte (Rua Barro Vermelho 32, Rio Vermelho. Tel: 3347-4929)

26 junho 2012

Gilberto Gil: 70 anos de vida (2)


Em 2008, Gilberto Gil lançou "Banda Larga Cordel", reafirmando seu engajamento irreversível com as novas réguas e compassos do universo “bits and bytes” - tema que o tem fascinado por mais de trinta anos - onde Gil disponibiliza ao máximo seu trabalho para webcasts, podcasts, cellcasts, etc. Os shows tiveram um caloroso convite para que se fotografe e filme o que quiser o quanto quiser. Os bastidores da tour foram lançados na internet ao máximo em diversas plataformas a partir do hotsite especialmente criado.

Ainda no ano de 2009, em dezembro, foi lançado o CD/DVD BandaDois, registro do show gravado ao vivo em setembro no Teatro Bradesco em SP, sob direção de Andrucha Waddington. O show, com Gil em voz e violão, contou com as participações de Maria Rita e de seus filhos Bem (que o acompanha ha tempos nas apresentações) e o filho mais novo José, que surpreendeu o público nos números em que toca baixo.

Em abril de 2010 excursionou pelos Estados Unidos, com o projeto Concerto de Cordas, e logo após seu retorno ao Brasil, inicia a gravação de seu novo disco, “Fé na Festa”, todo dedicado ao gênero do forró, o álbum inclui parcerias com Vanessa da Mata e Nando Cordel. Em junho de 2010 Gil excursionou o nordeste com a turnê “Fé na Festa”, durante o mês de julho, leva a Europa o mesmo show, intitulado em terras estrangeiras como: “For All”.

Com 57 álbuns lançados, Gilberto Gil ganhou 8 Grammys. Por seu engajamento sempre criativo em levar para o mundo o coração e a alma da música brasileira, Gilberto Gil tem sido contemplado por diversas entidades e personalidades e tem recebido muitos prêmios no Brasil e no exterior. Seu talento, sua curiosidade, a firmeza de sua convicção cultural como músico e embaixador, o torna único.

Gil lançou em 1996 na rede uma música, Pela Internet, uma alusão na letra e no título ao samba Pelo Telefone (Donga), de 1917. Em dezembro de 1996 ele fez um show na sede da Embratel para transmissão em tempo real pela internet. Foi o primeiro show de um artista brasileiro transmitido ao vivo pela rede. Em janeiro de 2008 Gil foi o primeiro artista brasileiro ater um canal exclusivo de vídeos no YouTube.

Os anos 20000 Gil conciliou suas habilidades cibernéticas com uma volta às origens musicais. Começou com sua abordagem do cancioneiro seminal de Luiz Gonzaga (feita para a trilha sonora do filme Eu Tu Eles – 2000). Teve uma passagem pela política como primeiro Ministro da Cultura do Governo Lula, e fechou a década com o lançamento de Fé na Festa (2010), álbum de inéditas compostas com inspiração nas tradições das festas juninas.

O show Concerto de Cordas & Máquina de Ritmos, programado para rodar o Brasil em comemoração aos seus 70 anos de vida e 50 de carreira, é seu trabalho acústico que já vem sendo feito desde 2009 por Gil com seu filho Bem. A máquina de ritmos de Gil com passos em ação continua emocionando a todos.

“Gil é um mensageiro do sempre sintonizado com o agora. Ele nos ensina não só os meandros do fazer artístico como os meandros da alma, da fé, da busca do equilíbrio e da aceitação dos limites humanos”, escreveu a pesquisadora Ana de Oliveira na apresentação do livro Gilberto Gil. Encontros (Azougue, 2008).

“Gil é um grande inventor que não registra patente. Sua imensa vaidade exercida em demasiada modéstia e seu desprezo inocente pela própria grandeza são as duas faces dessa lua meio negra e meio escondida que é a música da sua pessoa (…) Suponho que Gil inventou o samba-jazz-fusion e a toada moderna – coisa que não lhe interessam. Ele também criou o neo-rock-n´-roll brasileiro e a nova cultura musical afro-baiana – que lhe interessam muito, mas cuja paternidade ele não reivindica e cuja responsabilidade não aparece no que ele se permitiu fazer depois. Ele não olha para trás” (Sem Patente. In: Caetano Veloso. O mundo não é chato. Organização de Eucanaã Ferraz. Pag. 96. São Paulo: Companhia das Letras, 2005)

Hoje, terça, dia 26, para comemorar os 70 anos de Gil, o You Tube exibirá uma hora do Concerto de Cordas e Máquinas de Ritmo:

Discografia

1962: Primeira gravação como cantor, interpretando “Coça, coça, lacerdinha”.
1963: Disco de estreia “Gilberto Gil- sua música, sua interpretação”.
1965: Compacto simples com “Procissão” e “Roda”.
1966: Contrato para fazer o primeiro LP: “Ensaio geral” (lado A) e “Minha senhora” (lado B).
1967: Composição de músicas para o filme “Brasil ano 2000”. Lançamento do LP “Louvação”.
1968: Compacto “Pega a yoga, cabeludo” e “Barca Grande”; disco tropicalista “Gilberto Gil”; participação no repertório do Panis et circensis; compacto com “A luta contra a lata ou a falência do café”.
1969: Compacto “Aquele abraço” e “Omã iaô” e seu terceiro LP “Gilberto Gil”
1971: Lançamento na Inglaterra do álbum “Gilberto Gil”.
1972: Compacto duplo com “O sonho acabou”, “Oriente”, “Felicidade vem depois” e “Expresso 2222” e compacto com “Cada macaco no seu galho” e “Chiclete com banana”. LP com as faixas “Back in Bahia”, “Ele e eu”, "Expresso 2222”, e outras. Lança com Caetano o LP “Barra 69”.
1973: Compacto simples com “Meio-de-campo”.
1974: Disco e LP “Temporada de verão”. Compacto “Vamos passear no astral” e “Está na cara, está na cura”.
1975: Álbum duplo “Gil Jorge Ogum Xangô” e lançamento de “Refazenda”.
1976: Álbum duplo de “Doces Bárbaros”.
1977: Compacto com “Sítio do Pica-Pau Amarelo” e “A gaivota”. Refavela é lançado. Refestança é gravado em LP.
1979: “Nightingale”, compacto com “Não chore mais” (o seu maior hit, com 750 mil cópias) e “Macapá". Lançamento de “Realce” e LP com “Super-homem”, “Marina", “Realce” e “Toda menina baiana”.
1980: Lançamento do “Se eu quiser falar com Deus” e “Cores vivas”.
1981: “Luar” e “Brasil”, com João Gilberto e Caetano. “Sonho molhado” e “Cara a cara” saem em um compacto.
1982: Disco “Um Banda Um”.
1983: Disco “Extra”.
1984: Álbum “Quilombo na Europa”.
1985: Disco “Dia dorim noite neon” e “Gil, 20 anos-luz”.
1986: Trilha sonora do filme “Jubiabá”.
1987: Disco acústico “Gilberto Gil em concerto”. Sai nos EUA “Soy loco por ti, América”.
1989: Disco “O eterno deus Um dança”.
1990: Relançamento em CDs de discos lançados em LP pela
1991: CD “Afoxé” é lançado apenas no exterior.
1992: “Parabolicamará” e duplo “Songbook Gilberto Gil”.
1993: Disco “Tropicália 2”. Todos os seus LPs e discos são relançados em CDs na série “Colecionador”.
1994: lançamento mundial em disco e homevideo de “Gilberto Gil unplugged”.
1997: Single promocional “Pela internet” é lançado em CD, bem como o duplo “Quanta”.
1998: Disco duplo ao vivo “Quanta gente veio ver”. CD “O sol de Oslo”.
1999: Lançamento da caixa “Ensaio Geral”, com 13 CDs. CD gravado para o livro “GiLuminoso”
2000: Disco “Gilberto Gil e as canções de Eu tu eles”. Lançamento do CD “Gil Milton”.
2001: Disco “São João Vivo”.
2002: CD “Kaya N’gan daya” e caixa “Palco” (com 30 CDs), com material inédito.
2004: DVD “Outros (Doces) Bárbaros”.
2005: DVD “Show da Paz, Gil na ONU”.
2006: Relançamento do disco “Sol de Oslo”. Lançamento da música “Ballet de Berlim”, para homenagear a Copa.
2008: Álbum “Banda Larda Cordel” é lançado pela internet.
2009: CD e DVD “Banda Dois”.
2010: CD “Fé na Festa”.

Festivais e Prêmios

1965: Participa do 4º Festival da Balança, com “Iemanjá”.
1966: Concorre como compositor no 1º Festival Internacional da Canção e no 2º Festival de Música Popular Brasileira da TV Record (recebendo o quinto lugar com a interpretação de “Ensaio geral” por Elis Regina).
1967: Segundo lugar no 3º Festival de Música Popular Brasileira com “Domingo no parque”.
1968: Terceiro lugar no 4º Festival de Música Popular Brasileira por “Divino, maravilhoso”.
1970: Golfinho de Ouro pela música “Aquele abraço” (prêmio recusado)
1977: Participação no 2º Festival Mundial de Arte e Cultura Negra.
1986: Recebe o Golfinho de Ouro.
1990: Gil recebe o título de cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras do ministro da Cultura da França. Recebe o 10º Prêmio Shell para Música Brasileira pelo conjunto de sua obra.
1993: Homenageado no Festival Internacional de Jazz de Montreux.
1994: Recebe o Prêmio Sharp de Música.
1999: “Quanta live” é eleito o disco do ano na categoria World Music pelo Grammy.
2003: Gil recebe o prêmio de personalidade de 2003 no Grammy Latino em Miami.
2004: Prêmio Polar de Música concedido pela Real Academia Sueca de Música.
2005: Compõe “hino” em francês, para o festival de Dacar – “La Renaissence Africaine”. Recebe o Polar Music Prize em Estocolmo. Recebe o Prêmio Multishow de Música Brasileira, 2005 com a música “Vamos Fugir”, com Skank. É indicado ao 6º Grammy Latino com o CD “Eletroacústico”. Recebe do governo francês a “Légion D’Honneur Grand Officier”.
2006: Recebe o Grammy nos EUA de melhor álbum contemporâneo de World Music pelo CD “Eletroacústico”. Recebe o título de Honra ao mérito do Afoxés Bisnetos de Gandhy.
2007: Indicado ao 50º Grammy com o disco “Gil Luminoso”, concorrendo ao troféu de melhor álbum na categoria World Music.
2008: Indicado ao prêmio 9º Grammy Latino na categoria melhor álbum compositor com o CD “Banda Larga Cordel”.
2009: Recebe diploma da Cidade de Milão por ser “embaixador da cultura e da consciência crítica do Brasil moderno”.
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Quem desejar adquirir o livro Bahia um Estado D´Alma, sobre a cultura do nosso estado, a obra encontra-se à venda nas livrarias LDM (Brotas), Galeria do Livro (Boulevard 161 no Itaigara e no Espaço Cultural Itau Cinema Glauber Rocha na Praça Castro Alves), na Pérola Negra (Barris em frente a Biblioteca Pública) e na Midialouca (Rua das Laranjeiras,28, Pelourinho. Tel: 3321-1596). E quem desejar ler o livro Feras do Humor Baiano, a obra encontra-se à venda no RV Cultura e Arte (Rua Barro Vermelho 32, Rio Vermelho. Tel: 3347-4929)

28 julho 2010

Pérolas da MPB (2)

“Para um coração mesquinho/Contra a solidão agreste/Luiz Gonzaga é tiro certo/Pixinguinha é inconteste/Tome Noel, Cartola, Orestes/Caetano e João Gilberto” (Paratodos, Chico Buarque)



“Drão!/O amor da gente/É como um grão/Uma semente de ilusão/Tem que morrer pra germinar/Plantar nalgum lugar/Ressuscitar no chão” (Drão, Gilberto Gil)



“Mandacaru/Quando fulora na seca/É o siná que a chuva chega/No sertão/Toda menina que enjôa/Da boneca/É siná que o amor/Já chegou no coração...” (Xote das Meninas, Luiz Gonzaga e Zé Dantas)



“Tire suas mãos de mim,/eu não pertenço a você,/não é me dominando assim,/que você vai me entender,/eu posso estar sozinho,/mas eu sei muito bem aonde estou,/você pode até duvidar/acho que isso não é amor” (Será, de Villa Lobos e Renato Russo)




“Eu, tu e todos no mundo/No fundo, tememos por nosso futuro/ET e todos os santos, valei-nos/Livrai-nos desse tempo escuro” (Extra, Gilberto Gil)




“Avião sem asa, fogueira sem brasa/Sou eu assim sem você/Futebol sem bola,/Piu-Piu sem Frajola/

Sou eu assim sem você” (Fico Assim Sem Você, Abdullah e Cacá Moraes)



“Viver é um livro de esquecimento/Eu só quero lembrar de você até perder a memória” (Elevador. Ana Carolina)



“Eu vim/Vim parar na beira do cais/Onde a estrada chegou ao fim/Onde o fim da tarde é lilás/Onde o mar arrebenta em mim/O lamento de tantos "ais".”(A Paz, Gilberto Gil e João Donato)



“Exagerado/Jogado aos teus pés/Eu sou mesmo exagerado/Adoro um amor inventado” (Exagerado, Cazuza, Ezequiel Neves e Leoni).



“Veja bem!/É o amor agitando o meu coração/Há um lado carente/Dizendo que sim/E essa vida dá gente/Gritando que não...” (Grito de Alerta, Gonzaguinha)



“Quando a mão tocar no tambor/Será pele sobre pele/Vida e morte para que se zele/Pelo orixá e pelo egum” (Serafim, Gilberto Gil)




“Rebento, a reação imediata/a cada sensação de abatimento/Rebento, o coração dizendo: Bata!/a cada bofetão do sofrimento/Rebento, esse trovão dentro da mata/e a imensidão do som nesse momento” (Rebento, Gilberto Gil)



“Pra cada braço uma força/De força não geme uma nota/A lata só cerca, não leva/A água na estrada morta/E a força nunca seca/Na vida que é tão tão pouca” (A Força que Nunca Seca, Chico César e Vanessa da Mata)



“O mundo é o mar/Maré de lembranças/Lembranças de tantas voltas que o mundo dá” (Memórias do Mar, Vevé Calazans e Jorge Portugal)



“Amores são águas doces/paixões são águas salgadas/queria que a vida fosse/essas águas misturadas” (Memórias das Águas, Roberto Mendes e Jorge Portugal)



“Onde eu nasci passa um rio/que passa no igual sem fim/igual sem fim minha terra/passava dentro de mim” (Onde eu Nasci passa um Rio, Caetano Veloso)



“Por você/Eu dançaria tango no teto/Eu limparia/Os trilhos do metrô/Eu iria a pé/Do Rio à Salvador...” (Por Você, Roberto Frejat, Guto Goffi e Mauro Santa Cecília)




“Eu fico/Com a pureza/Da resposta das crianças/É a vida, é bonita/E é bonita...” (O Que É, o Que É?, Gonzaguinha)




“Não me salvo/Porque não me acho/Não me acalmo/Porque não me vejo/Percebo até/Mas desaconselho...”(Enquanto Durmo, C. Oyens e Zelia Duncan)




“Sexo é integração/Não é abuso/Não é serviço/Seu corpo forte e bonito/Não é só por isso/Pré-requisito/Pra minha satisfação” (Sexo, Christiaan Oyens e Zélia Duncan)



“Vou te contar os olhos já não podem ver/Coisas que só o coração pode entender/Fundamental é mesmo o amor é impossível ser feliz sozinho” (Wave, Tom Jobim)


“Errar é útil/Sofrer é chato/Chorar é triste/Sorrir é rápido/Não ver é fácil/Trair é tátil/Olhar é móvel/Falar é mágico/Calar é tático/Desfazer é árduo/Esperar é sábio/Refazer é ótimo/Amar é profundo/E nele sempre cabem de vez/Todos os verbos do mundo” (Todos os Verbos. Marcelo Jeneci e Zélia Duncan)



“Meu coração, não sei por que/Bate feliz quando te vê/E os meus olhos ficam sorrindo/E pelas ruas vão te seguindo/Mas mesmo assim/Foges de mim” (Carinhoso. Pixinguinha)



“A lua girou, girou/Traçou no céu um compasso/A lua girou, girou/Traçou no céu um compasso” (A Lua Girou, Milton Nascimento)

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Quem desejar adquirir o livro Bahia um Estado D´Alma, sobre a cultura do nosso estado, a obra encontra-se à venda nas livrarias LDM (Piedade), Galeria do Livro (Boulevard 161 no Itaigara e no Espaço Cultural Itau Cinema Glauber Rocha na Praça Castro Alves), na Pérola Negra (ao lado da Escola de Teatro da UFBA, Canela) e na Midialouca (Rua das Laranjeiras,28, Pelourinho. Tel: 3321-1596). E quem desejar ler o livro Feras do Humor Baiano, a obra encontra-se à venda no RV Cultura e Arte (Rua Barro Vermelho, 32, Rio Vermelho. Tel: 3347-4929.

28 julho 2009

Pérolas da MPB (2)

“Para um coração mesquinho/Contra a solidão agreste/Luiz Gonzaga é tiro certo/Pixinguinha é inconteste/Tome Noel, Cartola, Orestes/Caetano e João Gilberto” (Paratodos, Chico Buarque)


“Drão!/O amor da gente/É como um grão/Uma semente de ilusão/Tem que morrer pra germinar/Plantar nalgum lugar/Ressuscitar no chão” (Drão, Gilberto Gil)


“Mandacaru/Quando fulora na seca/É o siná que a chuva chega/No sertão/Toda menina que enjôa/Da boneca/É siná que o amor/Já chegou no coração...” (Xote das Meninas, Luiz Gonzaga e Zé Dantas)



“Tire suas mãos de mim,/eu não pertenço a você,/não é me dominando assim,/que você vai me entender,/eu posso estar sozinho,/mas eu sei muito bem aonde estou,/você pode até duvidar/acho que isso não é amor” (Será, de Villa Lobos e Renato Russo)



“Eu, tu e todos no mundo/No fundo, tememos por nosso futuro/ET e todos os santos, valei-nos/Livrai-nos desse tempo escuro” (Extra, Gilberto Gil)



“Avião sem asa, fogueira sem brasa/Sou eu assim sem você/Futebol sem bola,/Piu-Piu sem Frajola/
Sou eu assim sem você” (Fico Assim Sem Você, Abdullah e Cacá Moraes)


“Viver é um livro de esquecimento/Eu só quero lembrar de você até perder a memória” (Elevador. Ana Carolina)


“Eu vim/Vim parar na beira do cais/Onde a estrada chegou ao fim/Onde o fim da tarde é lilás/Onde o mar arrebenta em mim/O lamento de tantos "ais".”(A Paz, Gilberto Gil e João Donato)


“Exagerado/Jogado aos teus pés/Eu sou mesmo exagerado/Adoro um amor inventado” (Exagerado, Cazuza, Ezequiel Neves e Leoni).


“Veja bem!/É o amor agitando o meu coração/Há um lado carente/Dizendo que sim/E essa vida dá gente/Gritando que não...” (Grito de Alerta, Gonzaguinha)


“Quando a mão tocar no tambor/Será pele sobre pele/Vida e morte para que se zele/Pelo orixá e pelo egum” (Serafim, Gilberto Gil)



“Rebento, a reação imediata/a cada sensação de abatimento/Rebento, o coração dizendo: Bata!/a cada bofetão do sofrimento/Rebento, esse trovão dentro da mata/e a imensidão do som nesse momento” (Rebento, Gilberto Gil)


“Pra cada braço uma força/De força não geme uma nota/A lata só cerca, não leva/A água na estrada morta/E a força nunca seca/Na vida que é tão tão pouca” (A Força que Nunca Seca, Chico César e Vanessa da Mata)


“O mundo é o mar/Maré de lembranças/Lembranças de tantas voltas que o mundo dá” (Memórias do Mar, Vevé Calazans e Jorge Portugal)


“Amores são águas doces/paixões são águas salgadas/queria que a vida fosse/essas águas misturadas” (Memórias das Águas, Roberto Mendes e Jorge Portugal)


“Onde eu nasci passa um rio/que passa no igual sem fim/igual sem fim minha terra/passava dentro de mim” (Onde eu Nasci passa um Rio, Caetano Veloso)


“Por você/Eu dançaria tango no teto/Eu limparia/Os trilhos do metrô/Eu iria a pé/D
o Rio à Salvador...” (Por Você, Roberto Frejat, Guto Goffi e Mauro Santa Cecília)



“Eu fico/Com a pureza/Da resposta das crianças/É a vida, é bonita/E é bonita...” (O Que É, o Que É?, Gonzaguinha)



“Não me salvo/Porque não me acho/Não me acalmo/Porque não me vejo/Percebo até/Mas desaconselho...”(Enquanto Durmo, C. Oyens e Zelia Duncan)



“Sexo é integração/Não é abuso/Não é serviço/Seu corpo forte e bonito/Não é só por isso/Pré-requisito/Pra minha satisfação” (Sexo, Christiaan Oyens e Zélia Duncan)



“Vou te contar os olhos já não podem ver/Coisas que só o coração pode entender/Fundamental é mesmo o amor é impossível ser feliz sozinho” (Wave, Tom Jobim)


“Errar é útil/Sofrer é chato/Chorar é triste/Sorrir é rápido/Não ver é fácil/Trair é tátil/Olhar é móvel/Falar é mágico/Calar é tático/Desfazer é árduo/Esperar é sábio/Refazer é ótimo/Amar é profundo/E nele sempre cabem de vez/Todos os verbos do mundo” (Todos os Verbos. Marcelo Jeneci e Zélia Duncan)


“Meu coração, não sei por que/Bate feliz quando te vê/E os meus olhos ficam sorrindo/E pelas ruas vão te seguindo/Mas mesmo assim/Foges de mim” (Carinhoso. Pixinguinha)


“A lua girou, girou/Traçou no céu um compasso/A lua girou, girou/Traçou no céu um compasso” (A Lua Girou, Milton Nascimento)
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Quem desejar adquirir o livro Bahia um Estado D´lma, sobre a cultura do nosso estado, a obra encontra-se à venda nas livrarias LDM (Piedade), Galeria do Livro (Boulevard 161 no Itaigara e no Espaço Cultural Itau Cinema Glauber Rocha na Praça Castro Alves) e na Pérola Negra (ao lado da Escola de Teatro da UFBA, Canela)

09 março 2012

Pérolas da MPB (2)

“Para um coração mesquinho/Contra a solidão agreste/Luiz Gonzaga é tiro certo/Pixinguinha é inconteste/Tome Noel, Cartola, Orestes/Caetano e João Gilberto” (Paratodos, Chico Buarque)



“Drão!/O amor da gente/É como um grão/Uma semente de ilusão/Tem que morrer pra germinar/Plantar nalgum lugar/Ressuscitar no chão” (Drão, Gilberto Gil)



“Mandacaru/Quando fulora na seca/É o siná que a chuva chega/No sertão/Toda menina que enjôa/Da boneca/É siná que o amor/Já chegou no coração...” (Xote das Meninas, Luiz Gonzaga e Zé Dantas)



“Tire suas mãos de mim,/eu não pertenço a você,/não é me dominando assim,/que você vai me entender,/eu posso estar sozinho,/mas eu sei muito bem aonde estou,/você pode até duvidar/acho que isso não é amor” (Será, de Villa Lobos e Renato Russo)




“Eu, tu e todos no mundo/No fundo, tememos por nosso futuro/ET e todos os santos, valei-nos/Livrai-nos desse tempo escuro” (Extra, Gilberto Gil)




“Avião sem asa, fogueira sem brasa/Sou eu assim sem você/Futebol sem bola,/Piu-Piu sem Frajola/Sou eu assim sem você” (Fico Assim Sem Você, Abdullah e Cacá Moraes)


“Viver é um livro de esquecimento/Eu só quero lembrar de você até perder a memória” (Elevador. Ana Carolina)



“Eu vim/Vim parar na beira do cais/Onde a estrada chegou ao fim/Onde o fim da tarde é lilás/Onde o mar arrebenta em mim/O lamento de tantos "ais".”(A Paz, Gilberto Gil e João Donato)



“Exagerado/Jogado aos teus pés/Eu sou mesmo exagerado/Adoro um amor inventado” (Exagerado, Cazuza, Ezequiel Neves e Leoni).



“Veja bem!/É o amor agitando o meu coração/Há um lado carente/Dizendo que sim/E essa vida dá gente/Gritando que não...” (Grito de Alerta, Gonzaguinha)



“Quando a mão tocar no tambor/Será pele sobre pele/Vida e morte para que se zele/Pelo orixá e pelo egum” (Serafim, Gilberto Gil)




“Rebento, a reação imediata/a cada sensação de abatimento/Rebento, o coração dizendo: Bata!/a cada bofetão do sofrimento/Rebento, esse trovão dentro da mata/e a imensidão do som nesse momento” (Rebento, Gilberto Gil)



“Pra cada braço uma força/De força não geme uma nota/A lata só cerca, não leva/A água na estrada morta/E a força nunca seca/Na vida que é tão tão pouca” (A Força que Nunca Seca, Chico César e Vanessa da Mata)



“O mundo é o mar/Maré de lembranças/Lembranças de tantas voltas que o mundo dá” (Memórias do Mar, Vevé Calazans e Jorge Portugal)



“Amores são águas doces/paixões são águas salgadas/queria que a vida fosse/essas águas misturadas” (Memórias das Águas, Roberto Mendes e Jorge Portugal)



“Onde eu nasci passa um rio/que passa no igual sem fim/igual sem fim minha terra/passava dentro de mim” (Onde eu Nasci passa um Rio, Caetano Veloso)



“Por você/Eu dançaria tango no teto/Eu limparia/Os trilhos do metrô/Eu iria a pé/Do Rio à Salvador...” (Por Você, Roberto Frejat, Guto Goffi e Mauro Santa Cecília)



“Eu fico/Com a pureza/Da resposta das crianças/É a vida, é bonita/E é bonita...” (O Que É, o Que É?, Gonzaguinha)




“Não me salvo/Porque não me acho/Não me acalmo/Porque não me vejo/Percebo até/Mas desaconselho...”(Enquanto Durmo, C. Oyens e Zelia Duncan)




“Sexo é integração/Não é abuso/Não é serviço/Seu corpo forte e bonito/Não é só por isso/Pré-requisito/Pra minha satisfação” (Sexo, Christiaan Oyens e Zélia Duncan)



“Vou te contar os olhos já não podem ver/Coisas que só o coração pode entender/Fundamental é mesmo o amor é impossível ser feliz sozinho” (Wave, Tom Jobim)



“Errar é útil/Sofrer é chato/Chorar é triste/Sorrir é rápido/Não ver é fácil/Trair é tátil/Olhar é móvel/Falar é mágico/Calar é tático/Desfazer é árduo/Esperar é sábio/Refazer é ótimo/Amar é profundo/E nele sempre cabem de vez/Todos os verbos do mundo” (Todos os Verbos. Marcelo Jeneci e Zélia Duncan)



“Meu coração, não sei por que/Bate feliz quando te vê/E os meus olhos ficam sorrindo/E pelas ruas vão te seguindo/Mas mesmo assim/Foges de mim” (Carinhoso. Pixinguinha)



“A lua girou, girou/Traçou no céu um compasso/A lua girou, girou/Traçou no céu um compasso” (A Lua Girou, Milton Nascimento)

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Quem desejar adquirir o livro Bahia um Estado D´Alma, sobre a cultura do nosso estado, a obra encontra-se à venda nas livrarias LDM (Brotas), Galeria do Livro (Boulevard 161 no Itaigara e no Espaço Cultural Itau Cinema Glauber Rocha na Praça Castro Alves), na Pérola Negra (ao lado da Escola de Teatro da UFBA, Canela) e na Midialouca (Rua das Laranjeiras,28, Pelourinho. Tel: 3321-1596). E quem desejar ler o livro Feras do Humor Baiano, a obra encontra-se à venda no RV Cultura e Arte (Rua Barro Vermelho 32, Rio Vermelho. Tel: 3347-4929)

07 agosto 2008

Dorival Caymmi


Poeta, compositor, violeiro, cantor e pintor. Ninguém cantou a Bahia como Dorival Caymmi, poeta nascido a 30 de abril de 1914, em Salvador. A sua iniciação musical deu-se já quando criança, ouvindo parentes que tocavam piano. Seu pai, além de funcionário público, era músico amador. Tocava, além do piano, bandolim e violão. A mãe, doméstica, cantava em casa. Ouvindo os parentes, o fonógrafo, e depois a vitrola, tomou gosto pela música e nasceu a vontade de compor. Ainda menino, cantava em coro de igreja com sua voz de baixo-cantante. Concluindo o primeiro ano ginasial, aos 13 anos interrompe os estudos para trabalhar como auxiliar de escritório na redação do jornal O Imparcial. Quando o jornal fecha em 1929, passa a trabalhar como vendedor de bebidas.

Em 1930 escreve a primeira de suas composições, a toada “No sertão”. Aos 20 anos estreou cantando e tocando violão em programas na Rádio Clube da Bahia. Em 1935 ganhou o programa Caymmi e suas Canções Praieiras. No ano seguinte venceu um concurso de músicas de carnaval com o samba “A Bahia também dá”.

Ele deu à música popular brasileira – que se chamava simplesmente samba nos anos 50 – um ingrediente que a tornou mais abrangente: a paisagem baiana nos versos e o jogo diferente no ritmo. Com suas canções sobre o mar, seus sambas dengosos, Caymmi realçou as cores e os sabores de sua terra, exportando a cultura da Bahia para o resto do Brasil e também para o mundo.

Influenciado pela música de rua da Bahia, Caymmi reempregou temas e elementos folclóricos dando-lhes um novo sentido, como um primitivo. E alterou o acompanhamento do violão de uma maneira que ninguém havia feito até então, como um impressionista. Seu estilo violonístico se constituiu num marco histórico do uso do violão, principalmente entre grandes autores-cantores que se acompanham ao instrumento e que revolucionaram o modo de tocá-lo. Gente como João Gilberto, Gilberto Gil e Jorge Benjor. Como afirmou Caetano Veloso, "o grande esforço de modernização de João se apoiou na modernização sem esforço de Caymmi".

Seus grandes sucessos com Carmem Miranda, a partir de 1939 – “O que é que a baiana tem?”, “A preta do acarajé”, “Você já foi à Bahia?” -, transformaram Salvador na segunda capital do samba. Caymmi é também autor de canções praieiras, memoráveis, para voz e violão, que ninguém interpretou como ele, e cujos versos se nota influência de poesia modernista.

Com uma batida de violão e sofisticada simplicidade musical, Dorival Caymmi moldou o formato canção na MPB e foi o precursor de Tom Jobim e João Gilberto. Caymmi “pegou o violão e orquestrou o mundo”, escreveu Tom Jobim no prefácio de um songbook. Dono de uma voz de baixo cantante, afinada e aveludada, sabe imprimir-lhe um quê muito caloroso do eterno cantor das imensidades marítimas. Além de compositor, cantor, do comendador Caymmi que recebeu do Ministério da Cultura da França a comenda da “Ordre dês Arts et dês Lettrers”, Doutor Honoris Causa da UFBa, existe também o Caymmi pintor. Em junho de 1953 acabou virando Praça Dorival Caymmi, em Itapoá. Mais tarde outra praça com seu nome no Shopping Center Iguatemi.

O que poderia ser uma grande frustração – não saber música – fez de Caymmi um compositor original: “Como não aprendi música, descobrindo-a sozinha, ou em companhia de um amigo, tive uma vantagem: fui levado,. Por isso mesmo, a inventar músicas e isto me fez compositor”. Ele viajou por diversos países, fez música para TV (Gabriela) e é o chefe de uma autêntica dinastia musical, despontando seus três filhos, Nana, Dori e Danilo.

Quando conheceu o escritor Jorge Amado, a amizade logo se fortaleceu. Num desses encontros, em uma feijoada na casa dos pais de Jorge Amado, que nasceu a canção ''É Doce Morrer no Mar''. Numa brincadeira, Dorival pediu a todos que fizessem versos em cima do verso ''é doce morrer no mar'', marca de Guma, personagem do livro ''Mar Morto''. Outras músicas em parceria dos dois são ''Modinha de Gabriela'', ''Beijos pela noite'', ''Modinha para Teresa Batista'', ''Retirantes'', ''Essa Nega Fulô'', entre outras.

A música de Caymmi sempre esteve a salvo de modismos ou ciclos epidêmicos de influência estrangeira. Basta observar os sambas-canções cariocas (“Fim de Semana em Copacabana”, “Nem Eu”, “Não Tem Solução”) aos pontos de terreiro (“Mãe Menininha”) ou cantigas de retirante (“Peguei um Ita do Norte”, “Fiz uma Viagem”). Ele cantou pequenas áreas como a densa “Lagoa do Abaeté” ou a multiforme “Suíte dos Pescadores”, que incorpora desde marcha-rancho até incelência, forma musical de oratória pelos mortos no Nordeste, além das canções praieiras. Para muitas analistas da cultura brasileira, talvez estejamos diante do mais puro representante da identidade musical de nosso país, pela força de sua simplicidade, pelo jeito de dizer grandes verdades que não tem explicação.