16 junho 2015

Energia está em todo lugar



Ela é definida como “a força do trabalho”, uma “medida de transformação que pode ser aplicada ao movimento, à luz, ao som, ao magnetismo, às reações químicas” ou seja, qualquer processo natural que envolva mudança. Estamos falando da energia que está em quase todos os trabalhos que exercemos. Ela ilumina as nossas cidades, abastece os nossos carros, comboios, aviões. Aquece as nossas casas, cozinha a nossa comida, permite-nos ouvir música e ver televisão. É ela que põe as máquinas e fábricas a funcionar.

Quando comemos os nossos corpos transformam os alimentos em energia. Esta é usada para trabalhar, brincar, correr, estudar, ler e em todas as outras atividades que exercemos. Existem várias fontes de energia: a energia do mar (os oceanos podem ser uma fonte de energia para iluminar as nossas casas e empresas. Existem três maneiras de produzir energia usando o mar: as ondas, as marés ou deslocamento das águas e as diferenças de temperatura dos oceanos. Há um convênio entre
a Eletrobrás e o governo do Ceará para construção da primeira Usina de Energia das Ondas das Américas), energia solar (o sol sempre foi uma fonte de energia. As plantas usam a luz do sol para produzir comida e os animais alimentam-se delas. A decomposição de animais e plantas durante milhões de anos dá origem ao carvão, petróleo e gás natural. É a única indústria que cresce com um índice de 30 a 40% ao ano), a energia eólica (energia cinética do vento também é uma fonte de energia e pode ser transformada em energia mecânica e elétrica. A eletricidade gerada a partir dos ventos ajuda a disseminar tecnologia de ponta pelo Brasil. Vem aí o carro movido a ar).

Para muitos, se aproxima o fim da era dos combustíveis fósseis. Os organismos geneticamente modificados (OGM) tanto podem estar aí para o bem, como para o mal. Combustível limpo para o transporte sustentável: esta é a atual busca de companhias de petróleo que ao se reestruturarem para atender um novo perfil de empresas de energia, visualizam a perspectiva da finitude dos combustíveis fósseis e cada vez mais a urgência em zelar por questões ambientais.


Biomassa é ainda um termo pouco conhecido fora dos campos da energia e da ecologia, mas já faz parte do cotidiano brasileiro. Fonte de energia não poluente, a biomassa nada mais é do que a matéria orgânica, de origem animal ou vegetal, que pode ser utilizada na produção de energia. O biodiesel etílico nacional proporciona uma combustão muito mais limpa. Biodiesel é um combustível diesel de queima limpa derivado de fontes naturais e renováveis como os vegetais. Outras alternativas à dependência do petróleo no Brasil: biocombustíveis - álcool, óleos e gorduras-biodiesel.

A ciência nas diversas fases do tempo - antiguidade, medieval, renascentista e iluminista foi assim: o “homo erectus” ao domar o fogo abriu caminho para incontáveis processos de transformação. A agricultura e a irrigação desenvolveram-se. O cobre, bronze e ferro começaram a
ser usados. Os egípcios inventaram o relógio de sol e o calendário moderno. Sumérios e babilônicos criaram a matemática e a astronomia. O filósofo Demócrito propôs o átomo como a menor partícula da matéria. O matemático grego Euclides criou os elementos da geometria. Arquimedes articulou o princípio da alavanca. Johannes Gutemberg inventou a imprensa moderna. André Vesálio desenvolveu a nova anatomia. Copérnico propôs um modelo heliocêntrico do universo, e Galileu pensou sobre a gravidade.

O químico britânico John Dalton fez progredir a teoria atômica. George Cayley criou a base da aerodinâmica. O físico alemão Georg Simon Ohm formulou a Lei de Ohm, pedra fundamental da eletricidade e da engenharia. Faraday inventou o gerador elétrico e Joseph Henry o motor elétrico. Daguerre inventou a fotografia. Hellmholtz formulou a Primeira Lei da Termodinâmica (conservação da energia). Darwin publicou a origem das espécies. Mendel criou a ciência da genética. Edson inventou a lâmpada elétrica incandescente. Rontgen descobriu os raios X. Thomson descobriu o elétron e Marconi demonstrou o rádio.

Com as leis de Isaac Newton (1642-1727), o mundo científico viveu até a segunda metade do século XIX, a sensação de que a física havia concluído sua tarefa e que a ciência estava, enfim, às portas de obter as respostas definitivas sobre os segredos da natureza e os mistérios do mundo. Em 1900, Max Planck anuncia que a energia não é emitida e tampouco absorvida continuamente, mas sim na forma de pequeninas porções discretas chamadas quanta, ou fótons, cuja grandeza é proporcional à
frequência da radiação. Nascia a física quântica. Cinco anos depois Albert Einstein lança a teoria da relatividade. E surgiu, década após décadas, novas descobertas. O mundo é assim, é feito de mudanças.

O bacteriologista Oswald Avery descobriu o significado genético do DNA. O astrônomo alemão Carl Friedrich propôs uma nova hipótese nebular da origem do sistema solar. John Mauchly e John Eckert Jr projetaram o primeiro computador totalmente eletrônico. George Gamown formulou a teoria do “big bang” para a origem do universo. Surgiram novas técnicas de clonagem, descobriram os pulsares (estrelas de nêutron com muita energia), desenvolveram-se a engenharia genética, fibra óptica, o genoma humano foi mapeado e foi pesquisado a cultura de células-tronco. São os fatos científicos que transformaram o mundo.

Mas é necessário lembrar que para garantir a existência de energia suficiente no futuro é necessário utilizá-la prudentemente no presente. Todos nós devemos conservar a energia e usá-la eficientemente. Depende de todos nós a iniciativa de criar novas tecnologias que transformem a energia. (Texto de março de 2008)
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