09 julho 2020

Bordões que marcaram a História do Brasil


Cada momento da República a História registra um bordão, uma máxima, um slogan.



1891 – Marechal Deodoro da Fonseca: “Assino a carta de alforria do último escravo do Brasil”. O “escravo” era o próprio, e a carta, a de renúncia no dia 23 de novembro.



1930 – Washington Luís, tido como presidente frasista: “Governar é abrir estradas” (mote associado ao progresso). “A questão social é um caso de polícia” (sobre as greves).



1937-45 - Getúlio Vargas iniciou a ditadura do Estado Novo com um bordão populista: “Trabalhadores do Brasil”.




“O Brasil vai viver 50 anos em 5” prometia Juscelino Kubitschek entre 1956 e 1961.



Nas eleições de 1960, Jânio Quadros prometeu passar a vassoura no país, com o seu slogan Varre, varre, vassourinha. Crítica aos desvios de verba e corrupção do governo anterior para construir Brasilia.




1969 - O gaúcho General Emílio Garrastazu Médice era dado ao estilo ufanista: “Brasil, ame-o ou deixe-o”. “Homens do meu tempo, tenho pressa...” (ao discursar assumia ares messiânicos). “Ninguém segura este país”, dizia o departamento de propaganda do governo.



1974-79 - Outro general, desta vez outro gaúcho Ernesto Geisel assumiu a presidência com a missão de iniciar o processo de abertura no país e de levar de volta os militares para os quartéis



1979-85 - Outro general, João Batista Figueiredo foi o escolhido para governar o país. Antes de entregar o poder aos civis, preferiu o mau humor: “Gosto mais do cheiro de cavalo do que do cheiro do povo”. E ao dirigir-se aos jornalistas: “Peço que me esqueçam”.



Em 1985, após o fim da ditadura militar, o slogan do presidente José Sarney tentava focar na busca pela igualdade. O Tudo pelo social acabou naufragando por causa da inflação.




1984 – O presidente Tancredo Neves morreu em 1985, sem conhecer o gosto do cargo, mas é o autor dessas frases, driblando a esquerda e a direita: “Entre a Bíblia e o Capital (o livro de Karl Marx, com as bases econômicas do comunismo) prefiro o Diário Oficial”.



1985-90- O maranhense José Sarney que ficou no lugar de Tancredo, em julho de 1985 soltou o verbo: “O destino não me trouxe de tão longe para ser sindico da catástrofe...”



1990-92 – Fernando Collor na campanha eleitoral: “Caçador de marajás”. “Não me deixem só”. No discurso de posse: “Vencer ou vencer”.





1994-98 - Slogan, usado nas campanhas eleitorais de Fernando Henrique Cardoso à Presidência: "Gente em primeiro lugar".



2003-11 - Luiz Inácio Lula da Silva: "Lá, a crise é um tsunami. Aqui, se chegar, vai ser uma marolinha, que não dá nem para esquiar" (em 4 de outubro de 2008, ao comentar os efeitos da crise financeira no país).



2011-16 - Dilma Rousseff: “Na vida a gente não sobe de salto alto”. “O meio ambiente é uma ameaça para o desenvolvimento sustentável”.




2019 - Jair Bolsonaro: "Não houve golpe militar em 1964" (durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, 30 de julho de 2018). "Trabalhadores tem que escolher entre ter direitos ou emprego". Bolsonaro numa entrevista a Joven Pan em maio de 2018.


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