25 novembro 2017

1837-2017: 180 anos da caricatura no Brasil (04)

1946 - O maranhense Fortuna começou sua carreira de desenhista aos 15 anos na revista carioca Sesinho. Humorista dos mais combativos, publicou charges políticas antológicas no jornal Correio da Manhã, no início da ditadura militar. Desenhou também em A Cigarra, O Cruzeiro e Revista da Semana. Em 1975 lançou e dirigiu a revista de quadrinhos O Bicho.


1948 – O carioca Millor Fernandes cria na revista O Cruzeiro a coluna do Vão Gogo, pseudônimo do espaço autoral mais lido entre 1948-1950, e a coluna PifPaf, embrião da revista quinzenal lançada em 1964 e fechada quatro meses depois do golpe. Autodidata e genial, o artista construiu uma das mais belas e respeitadas carreira na imprensa de humor e ideias do País. Ele é o maior expoente do desenho de humor no Brasil na segunda metade deste século.


1953 – O acreano Appe conquista fama nacional ao entrar para a redação de O Cruzeiro, fazendo caricaturas políticas. Na década de 1970 criou a seção BlowAppe (trocadilho com o filme de Antonioni, famoso na época).

1954 - O ilustrador carioca Lan começa a publicar no jornal Última Hora o emblemático personagem O Corvo, satirizando Carlos Lacerda, político dos mais influentes e desafetos do dono do jornal, o jornalista Samuel Wainer. Na década de 1960, depois de passar por diversos jornais da cadeia dos diários associados, fixou-se por mais de 30 anos no jornal do Brasil, onde fazia chegar no nobre espaço dos editoriais e depois ilustrações, sempre focando suas mulheres. Mais tarde transferiu-se para O Globo.


1955 - O mineiro Borjalo ficou conhecido fora do Brasil ao ser incluído entre os sete maiores caricaturistas do mundo no Congresso Internacional de Humorismo, na Itália, e passou a ter trabalhos publicados no exterior, em veículos como The New York Times e Paris Match. Pouco depois, foi apontado como um dos cinco maiores do mundo por outro mestre do desenho, o romeno naturalizado norte-americano Saul Steinberg. Borjalo traz cartuns, geralmente, sem palavras, revelar um traço simples e despojado. Tem trabalhos publicados em revistas de todo o mundo.


1957 - Jaguar inicia sua carreira como cartunista na página de humor da revista Manchete. No ano seguinte passa a colaborar com a revista Senhor. Na década de 1960, trabalha por oito anos no jornal Última Hora. Em 1968, lança Átila, você é um bárbaro, uma antologia de seus cartuns. Funda em 1969, o semanário carioca O Pasquim, ao lado de Millôr Fernandes, Tarso de Castro, Sérgio Cabral, Henfil, Paulo Francis, Ziraldo, entre outros. Em O Pasquim, cria o rato Sig, uma alegoria de Sigmund Freud (1856 - 1939), que se torna símbolo oficial do jornal, aparece na capa e no começo das matérias, e é o mascote da publicação.



1957 – O gaúcho Claudius começa a fazer caricaturas para o Jornal do Brasil. Integra, em 1969, a equipe do jornal O Pasquim. Claudius narra os acontecimentos políticos a partir da perspectiva do oprimido e retrata de forma irônica o opressor, como é o caso do policial que se envergonha ao apontar arma para mulher cujo cartaz diz “não atire contra meus sonhos”.

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