30 agosto 2017

Há 50 anos Caetano Veloso lançava o disco Domingo (01)

Primeiro artista brasileiro a ter todos os LPs em laser (na época, 1991), ele lançou no país a estética tropicalista, o reggae e a juju music. Caetano Veloso é considerado um dos artistas brasileiros mais influentes desde a década de 1960, tendo já sido chamado de "aedo pós-moderno". Em 2004, foi considerado um dos mais respeitados e produtivos músicos latino-americanos do mundo, tendo mais de cinquenta discos lançados e canções em trilhas sonoras de filmes como Hable con Ella, de Pedro Almodovar e Frida, de Julie Taymor. Ao longo de sua carreira, também se converteu numa das personalidades mais polêmicas e com maior força de opinião no Brasil. É uma das figuras mais importantes da música popular brasileira, e considerado internacionalmente um dos melhores compositores do século XX, sendo comparado a nomes como Bob Dylan, Bob Marley, John Lennon e Paul McCartney.


1967 - Domingo, com participação de Gal Costa. Tem Coração Vagabundo, Um dia e Candeias. Clima de bossa nova. 

1968 - Caetano Veloso. Clássico tropicalista, com Tropicália, Alegria Alegria, Superbacana e Soy Loco por Ti America.


1968 - Velloso/Bethânia/Gil, coletânea, com Maria Bethânia e Gilberto Gil

1968 - Tropicália ou Panis et Circencis. Disco manifesto ao movimento tropicalista, gravado ao lado de Gil, Gal, Tom Zé, Mutantes e Nara Leão. Caetano brilha em Coração materno, Baby (dueto com Gal) e Enquanto seu lobo não vem.

1969 - Caetano Veloso. Gravado só com Gil ao violão. Tem Os argonautas, Carolina, Filhos de Gandhi, Irene. Marca o fim do Tropicalismo.

1971 - Caetano Veloso. Primeiro do exílio em Londres. Tem London London, Maria Bethânia, A Little More Blue e Asa Branca.


1972 - Barra 69. Gravação ao vivo do show de despedida de Caetano e Gil. Tem Madalena, Atrás do Trio Elétrico.

1972 – Transa. O clima ainda é de exílio. Tem Nine out of ten (primeira vez que uma música brasileira toca alguns compassos do reggae), Triste Bahia, Mora na filosofia.

1972 - Chico e Caetano Juntos e ao Vivo. Tem Deus dará, Você não entende nada, Cotidiano. “O disco traz cortes feitos pela censura como no verso ‘na barriga da miséria/nasci brasileiro’, que o ‘brasileiro’ foi cortado. Depois Chico colocou ‘batuqueiro’ no lugar. O show fez muito sucesso. E o disco também”, revelou o artista.

1973 - Araçá Azul. Disco experimental. Tem Tu me acostumbrastes, De conversa. O maior recorde de devolução de discos da MPB.

1974 - Temporada de Verão ao Vivo na Bahia. Disco coletivo de shows no Teatro Vila Velha ao lado de Gal e Gil. Tem O relógio quebrou, Felicidade e De noite na cama.

1975 – Jóia. Tem Na asa do vento, Minha mulher.


1975 - Qualquer Coisa. Tem a letra mais abstrata do Brasil, cheias de referências (Qualquer coisa) e Canto do Povo de um Lugar.

1976 - Doces Bárbaros, ao vivo. Álbum duplo com Gal Costa, Gilberto Gil e Maria Bethânia. Destaques: Chuckberry Fields Forever e Os Mais Doces Bárbaros.

1977 – Bicho. Tem Odara (confissão de namoro com as discotecas). Traz pela primeira vez a juju music para o Brasil em Two Naira fifty kobo, Um índio, Leãozinho, Tigresa. “Esse disco, cuja capa foi feita por mim, tem ecos do Joia. Lança a canção Odara, que deu muito o que falar, que talvez já trouxesse uma batida funk e que afirmava todo esse negócio da música de dança e de divertimento. Foi muito criticada, muito combatida como uma espécie de manifesto da alienação. Nessa época, havia uma espécie de raiva de mim pelo fato de eu não ser ‘de esquerda’.”, revelou.

1977 - Outros Carnavais... Reunião de canções carnavalescas como Chuva suor e cerveja, Deus e o Diabo e Atras do trio eletrico.

1978 - Muito - Dentro da Estrela Azulada. O disco mais pichado pela crítica, fracasso de vendas. Tem o clássico Sampa, Terra, São João Xangô Menino

1978 - Maria Bethânia e Caetano Veloso ao Vivo. Os irmãos se encontram no palco. O dueto em Maninha é um dos momentos mais felizes. Tem ainda Número um.

1979 - Cinema Transcendental. Com a Outra Banda da Terra. Tem Cajuína, Oração ao Tempo, Lua de São Jorge.


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