06 setembro 2017

Brasil tem 19 milhões de aposentados


O Brasil tem hoje pouco mais de 19 milhões de aposentados pelo INSS, segundo a Secretaria da Previdência Social. Atualmente, o brasileiro se aposenta, em média, aos 58 anos. De cada três aposentados, dois ganham um salário mínimo.

Alguns optam também por poupar dinheiro como forma de ter segurança nessa fase de suas vidas, mas ainda estão em número reduzido: entre 10 trabalhadores autônomos, apenas três estão poupando para suas aposentadorias. Entre os trabalhadores de baixa renda, esse número é ainda menor: três entre cada 20 pessoas poupam algum dinheiro como segurança para quando pararem de trabalhar (dados do BID).


No Brasil não há formatação de políticas públicas concretas e funcionais para a terceira idade. Além disso, a palavra aposentadoria vem de aposento, aquele cômodo no fundo da casa, escondido. Assim é o aposentado em nosso país, não tem mais direito de participar da sociedade.

O ser humano vai para a escola e fica lá um bom tempo, aprende um ofício e começa a trabalhar em tempo integral. Ao chegar aos 50 ou 60 anos ele ainda trabalha, cuida dos pais, sogra e, em determinado momento se aposenta. Abruptamente, afinal trabalhou por muito tempo. Quem trabalhou o dia inteiro e acorda aposentado dificilmente terá direito de participar da sociedade. Por isso, é preciso se preparar, dar a volta por cima e encontrar um caminho alternativo. A vida é um contínuo aprendizado.


Neste século 21, por exemplo, ninguém começará numa profissão e chegará aos 71 anos sendo a mesma coisa, vai ter de se diversificar e encontrar alternativas por causado volume e das mudanças provocadas pela tecnologia.

A primeira revolução industrial foi dominara energia, a segunda foi massificar a produção, a terceira foi a digitalização e agora estamos vivendo a quarta revolução industrial, a sinergia, tecnologia conversando com a outra.


Em 1960, o Brasil tinha pouco mais de 3 milhões de idosos. Em 2010, já eram quase 20 milhões. Nesses 50 anos, ao mesmo tempo em que a população se urbanizou, a taxa de fecundidade caiu. De mais de seis filhos, em média, por mulher, pra menos de dois.

“O envelhecimento populacional já ocorre no Brasil em um ritmo acelerado. Essa é a nossa grande característica própria dessa dinâmica demográfica no século 21”, explica Jorge Félix, professor de Economia da Longevidade na USP.

A França levou 145 anos para dobrar a população de idosos. No Brasil, isso vai acontecer em apenas 25 anos, segundo as estimativas da Organização Mundial da Saúde. “É o envelhecimento mais rápido no mundo, mas nós estamos envelhecendo ainda com pobreza. Os países desenvolvidos primeiro enriqueceram pra depois envelhecer, essa que é a grande diferença e o grande desafio para o Brasil”, avalia Alexandre Kalache, presidente do Centro de Longevidade Brasil.


Os sinais de envelhecimento começam no corpo da gente, bem aos poucos. É difícil perceber. Mas uma roupa especial ajuda. Ela deixa tudo mais pesado, como se tivesse menos força. E limita os movimentos. Além disso tudo, dessa falta de mobilidade, os idosos ainda têm problema com a visão. Os óculos, também especiais, tiram completamente a visão periférica. Você só consegue ver o que está na frente.

A calçada poderia estar em qualquer cidade brasileira. Mais um desafio: atravessar a rua na faixa de pedestre no tempo que o sinal de pedestre dá. Já era pouco tempo e foi preciso esperar três carros passarem. A conclusão é que é muito difícil e perigoso andar numa calçada como essa cheia de degraus, cheia de buracos, não é à toa que tantos idosos se acidentam nas cidades brasileiras.


Isso é apenas uma pequena fatia das dificuldades dos idosos no Brasil....

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