02 dezembro 2015

Bateria no rock and roll (03)


John Bonham, o mestre da bateria pesada

A chegada do baterista John Bonham foi essencial para que o Zeppelin se tornasse a usina de rock pesado dos anos 70. Seu som era pesado, intenso e com um senso rítmico inigualável.

John Bonham virou sinônimo de bateria poderosa e de rock pesado, elevando bastante o patamar técnico para o instrumento nos anos 70. Basta ouvir “Communication Breakdown'', “Immigrant Song'', “Whole Lotta Love'' para comprovar.

Sob a batuta de Page, tornou-se o motor do Led Zeppelin e de toda uma geração de músicos que aprendeu a tocar com força, potência e técnica apurada. Mais do que isso, virou sinônimo de bateria no rock.


Keith Moon, o mestre insano da bateria

Com seu jeito alucinado de tocar, com as viradas impossíveis e os andamentos improváveis, mudou o jeito de se tocar bateria no rock, Keith Moon, assim como John Entiwistle, seu companheiro de banda, revolucionou o instrumento.

Nos dois primeiros álbuns do Who – “My Generation” e “A Quick One” – a força rítmica da dupla conduzia as bases pesadas e rápidas de guitarra criadas por Pete Townshend, o líder, mentor e principal compositor do grupo. Moon não só conduzia, como inovava e criava passagens que surpreendia até mesmo os produtores mais experimentados de álbuns. O jeito alucinado e anárquico virou sinônimo de virtuosismo e inovação.


Ringo Starr deu ênfase ao rock

Ele foi o primeiro baterista de rock  (Beatles) de verdade a aparecer na TV. Todos os bateristas de rock’n’roll que se apresentaram com Elvis, Bill Halley, Little Richard, Fats Domino e Jerry Lee Lewis eram em sua maioria bateristas de R&B. Esses bateristas mal estavam fazendo a transição do estilo de baterista mais voltado para o suingue das décadas de 40 e 50 para chegarem ao som mais alto, mais roqueiro que é
associado com I Want To Hold Your Hand.

Ringo mudou a forma dos bateristas segurarem as baquetas ao popularizar a pegada igualada. A quase totalidade dos bateristas ocidentais antes do Ringo segurava suas baquetas com a pegada tradicional. Ringo mostrou ao mundo que era necessário força para dar mais ênfase ao rock’n’rolll, e para isso segurava as baquetas como se fossem martelos, continuando até o ponto de criar uma nova fundação para o ritmo.

Quando os Beatles se separaram e estavam tentando se afastar uns dos outros, John Lennon escolheu Ringo para tocar em seu primeiro disco solo. Como John disse em sua famosa entrevista para a revista Rolling Stone: “Se eu começo a criar alguma coisa. Ringo sabe para onde ir – simplesmente assim”.  Ouça: Something, Rain, I Day in the Life.

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