29 abril 2014

Cronologia das Histórias em Quadrinhos (64)



1977 (EUA)CEREBUS, de Dave Sim, HQ independente, bastante conhecida pelo fato de seucriador ter estabelecido, desde o início, seu término no número 300.A revista foi publicada de 1977 a 2004 e teve 300 edições publicadas mensalmente, com total de mais de 6 mil páginas de história. Tudo escrito, desenhado, vendido e distribuído pelo canadense Dave Sim, que se tornou referência nos quadrinhos indie. A série começa como uma paródia a Conan e histórias medievais, depois se torna crônicas politicamente engajadas em cenários fantásticos, passa por reflexões existencialistas e até discute religião. Nesse meio tempo, Cerebus é guerreiro, beberrão, amante e vira Papa, sério. Uma figura sem igual nos quadrinhos, ranzinza e carismático.  Tudo com desenhos espetaculares, cheios de experimentações gráficas e arte-final meticulosa.



1977 (BRASIL) Gutemberg Cruz lança no jornal A Tarde a coluna semanal QUADRINHOS EM ESTUDO.  

E no dia 18 de julho começa a ser publicado no jornal A Tarde as tiras em quadrinhos diárias dos personagens OS BICHIM, de Nildão; NIQUITA, de Dílson Midlej (na foto observando os quadros na exposição de quadrinhos baianos); BACURI, de Carlos França; NEGO E NEGA, de Romilson; JUÁ, de Sebas: GRILOTE, de Reinaldo; e mais tarde BRITO, de Cleber; O VERME, de Calafange. Na época o jornal A Tarde era o que
mais publicava quadrinhos baianos devido a força do Clube de Quadrinhos influenciando a sociedade sobre a importância desse veículo de comunicação de massa, as HQs

1977 (INGLATERRA) - Surge a célebre revista 2000 A.D., iniciativa de Pat Mills e John Wagner. Dentre os vários personagens célebres surgidos nessa revista, estão JUDGE DREDD, de John Wagner e Carlos Ezquerra, ROGUE TROOPER, de Gerry Finley-Day e Dave Gibbons, e SLAINE, de Pat Mills e diversos artistas (os mais célebres foram Glenn Fabry e Simon Bisley). Outros artistas célebres que publicaram nessa revista foram Brian Bolland, Alan Moore, Alan Davis e Grant Morrison. Além disso, Judge Dredd ganha uma adaptação cinematográfica em 1995, por Danny Cannon.

1977 (BRASIL) – Os Quadrinhos na Imprensa Baiana é tema de uma exposição instalada no ICBA. A mostra, realizada de 01 a 15 de setembro, organizada pelo Centro de Pesquisa de Comunicação de Massa reuniu trabalhos de 22 desenhistas, divididos em três grupos. O primeiro, quadrinhos na imprensa, apresentou trabalhos de Nildão,
Carlos França, Cedraz, Dilson, Lage, Setúbal., Péricles, Romilson, Sebastian Seriol, Cleber, Eduardo Barbosa e Helson Ramos. A segunda mostrou as caricaturas e charges políticas de Alvaro Barros, Djalma Pires, Fernando Diniz, Manoel Paraguassu, Nicolay Tishchenko, Raimundo Aguiar e Sinezio Alves. A terceira parte, influência dos quadrinhos nas artes plásticas com trabalhos de Juarez Paraiso, Luis Fernando Botelho e Almandrade. Na abertura foi lançado o número seis do Na Era dos Quadrinhos, com especial homenagem ao baiano Adolfo Aizen pelo transcurso dos 70 anos, quarenta dos quais dedicados às historietas.

1977 (BRASIL) – Depois de permanecer 15 dias na Galeria do ICBA, a mostra Quadrinhos na Imprensa Baiana foi exposta na Galeria Patrimônio, no Largo do Pelourinho/Bahia. A exposição reuniu as tiras em quadrinhos publicadas na imprensa, caricaturas e charges políticas, além de trabalhos de quadrinhos dentro das artes plásticas. Em especial, O Homem do Canivete, do cordel de Rodolfo Coelho Cavalcante nos quadrinhos xilográficos de Dilson Midlej.

1977 (BRASIL) – Na Biblioteca Central nos Barris (Salvador), o Centro de Pesquisa de Comunicação de Massa realiza a Exposição de Quadrinhos e Cartuns, reunindo 80 trabalhos de 20 desenhistas baianos. Humoristas e quadrinhistas dos jornais baianos se encontram e discutem a realidade da profissão, consolidando mais ainda a união entre eles para lutar pelo mercado. É lançado na mostra o jornal Na Era dos Quadrinhos (nova edição), que analisa os principais problemas dos nossos desenhistas. Lutar pela colocação dos quadrinhos baiano no mercado, desenvolvo de HQ em Salvador, e fazer uma avaliação da produção das artes gráficas feitas até agora foi o objetivo do jornal. Roberio Cordeiro e Cedraz lançaram a revista Lazer, com jogos, desenhos para colorir e quadrinhos.

1977 (BRASIL) – A editora gaúcha LP& M publica uma Antologia Brasileira de Humor, reunindo 83 humoristas e grande número deles tinha passado pelo Pasquim.

1977 (FRANÇA) – Paul Gillon fez a História do Socialismo  na França, em quadrinhos.

1977 (BRASIL) – Baseado na obra literária de Edy Lima, a Rio Gráfica e Editora lança a revista A Vaca Voadora, com textos de Sandra Siqueira e desenhos de Ambrósio Moreira. O personagem principal é uma criança, Lalau, um menino que vê e julga os adultos, completamente loucos, que vivem a sua volta. Tem a Vaca Voadora, Tia Quiquinha, o Coisa, Tia Maricotinha, Tio Gumercindo e Aniceta.

1977 (BRASIL) – É lançado o jornal o Pacotão que só durou um número. Tinha dois editores, Hamilton Almeida Filho e Milton Severiano da Silva, e saiu com duas capas, uma de Natal, outra de Ano Novo.

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Quem desejar adquirir o livro Bahia um Estado D´Alma, sobre a cultura do nosso estado, a obra encontra-se à venda nas livrarias LDM (Brotas), Galeria do Livro (Espaço Cultural Itau Cinema Glauber Rocha na Praça Castro Alves), na Pérola Negra (Barris em frente a Biblioteca Pública), na Midialouca (Rua das Laranjeiras, 28, Pelourinho. Tel: 3321-1596) e Canabrava (Rua João de Deus, 22, Pelourinho). E quem desejar ler o livro Feras do Humor Baiano, a obra encontra-se à venda no RV Cultura e Arte (Rua Barro Vermelho 32, Rio Vermelho. Tel: 3347-4929.

28 abril 2014

Cronologia das Histórias em Quadrinhos (63)



1976 (BRASIL)No mês de fevereiro os habituais leitores da seção quadrinhos da Folha de São Paulo sentiram-se surpreendidos. A tira normalmente ocupada por Mônica, Cebolinha e demais personagens do desenhista Mauricio de Sousa apareceu sem nenhuma ilustração, apenasbalões. Neles, Cascão, figura que se recusa a qualquer contato do corpo com a água, anunciava sua partida para algum lugar ignorado, receoso de uma suposta e iminente inundação causada pela ruptura da represa Billings. Durante esse período, o desenhista trocou animada correspondência com seus leitores. E tudo causado por um acidente ocasional:Na falta de uma ideia para a tira daquele dia, ocorreu-me a do desaparecimento do Cascão que as águas da represa Billings ameaçava invadir São Paulo. No dia 11 de março, no Centro Campestre do Sesc, Cascão reapareceu (um ator vestindo as roupas características e com a cabeça igual ao personagem) para a criançada, um raro momento dediversão para as crianças da cidade. Para Maurício de Sousa, oacidentedo desaparecimento do Cascão foi mais um episódio a fazer com que a HQ seja considerada como um potente meio de divulgação.

 

1976 (BRASIL)O garoto Édson Arantes do Nascimento passa a reviver suas travessuras em busca de uma bola de futebol pelos campos como PELEZINHO, principal elemento da 12a família de personagens do desenhista de quadrinhos Mauricio de Sousa. O contrato, planejado desde fins de 1969, foi firma em abril de 1976 e prevê a distribuição diária de tiras para jornais brasileiros e, principalmente no exterior.



1976 (BRASIL)Orlando Miranda lança pela Editora Summus o livro TIO PATINHAS E OS MITOS DA COMUNICAÇÃO. Ele discute, entre outros assuntos, a circularidade que acompanha o duplo emprego da palavra massa. Miranda fez uma pesquisa junto ao público leitor das HQs de Walt Disney. A partir de uma amostragem que estratifica os entrevistados tomando como critério a situação sócio-econômica, o autor pode mostrar como que essa estratificação possibilita uma leitura diferencial dos quadrinhos.


1976 (EUA)A King Features Syndicate lança a tira WOODY ALLEN, com desenhos de Joe Marthen. O traço é caricatural, livre e rápido. O humorista da paranoia, agora passa a ser visto nos quadrinhos. Através de um humor refinado, usando e abusando da sutileza de jogos de ideias, temas rarisimamente abordados nos quadrinhos não são tabus tão rigorosos nesta série.

1976 (ITÁLIA)Miguel Paiva assina a quadrinização de AS MEMÓRIAS DE CASANOVA, editada em Milão ao lado de outros desenhistas consagrados como Guido Crepax, Enric Sió, Enrique Breccia.

1976 (ARGENTINA)Pablo José Hernández escreve a tese PARA LEER A MAFALFA, publicado pela Editorial Precursora.

1976 (BRASIL)A decoração para o Baile de Yemanjá no Clube Português, em Salvador, tem como tema: YEMANJÁ, UMA HISTÓRIA EM QUADRINHOS. No painel desenhos de Carioca, Pererê, entre outros com balões e onomatopeias. O trabalho é de Freddy Sue, de quadrinhos. Na época, fazia muito sucesso o suplemento A Coisa (de humor e quadrinhos) na Tribuna da Bahia.

1976 (BRASIL)A Editora Bloch lança OS TRAPALHÕES em quadrinhos, com desenhos de Mário Lima. o Centro Acadêmico Armando Salles Oliveira (Campus de São CarlosUSP) lança a revista udigrudi em quadrinhos VIXE, com trabalhos de Cassiano (assina Roda), Itapê, Henrique (Bartsch), Cardoso, Luis Paulo e Messias. É relançada a revista SACAROLHA, de Primaggio Mantovi pela Editora Abril.

1976 (BRASIL)Em março é lançado o primeiro número de MATURI, a revista de quadrinhos de menor tamanho (12 X 8). Maturi revelou nomes novos, publicou inclusive material inédito de Henfil, época em que o criador dos Fradinhos morou em Natal. Em Mossoró é lançado o único número da revista em quadrinhos MOMENTO, contando a história da Abolição da escravatura. E o professor Walfredo P. Brasil (ex-Dom Lucas Brasil) lança o ensaioQuadrinhos, sua razão de ser social e estética.


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