04 novembro 2016

Trajetória de Frank Miller (05)




Frank Miller, aliado a talentos como Moore, Sienkiewicz, Gibbons, Bolland e Muzuchelli encabeçou
um movimento que trouxe uma nova era para os quadrinhos. A profundidade com que as suas edições atingiram os leitores, comparável ao melhor da literatura e do cinema, produziu um estardalhaço na imprensa que trouxe novos leitores: os adultos.

Com uma nova e mais ampla fatia do público à disposição, aliada a uma significativa mudança no perfil do consumidor, as editoras puderam passar a programar edições de melhor qualidade, com papel e impressão de alto nível e onde os artistas passavam a dispor de muito mais tempo para dedicar a seus trabalhos graças a um aumento significativo de sua remuneração.

Entre seus trabalhos, podem ser citados:

Demolidor: A Queda de Murdock (1985) - Miller e Mazzucchelli reconstruíram totalmente Matt Murdock, fazendo com que o leitor tivesse uma conexão instantânea com o protagonista. O Rei do Crime desenvolve a identidade do Demolidor e transforma a vida do herói num inferno.

Daredevil: Love and War (1986): em parceria com Bill Sienkiewicz, retoma o embate do protagonista com seu principal oponente, Kingspin (no Brasil, O Rei);

Elektra: Assassin (1986-1987): também em parceria com Sienkiewicz, apresenta uma incursão no passado da personagem por ele criada para as histórias do Demolidor (Elektra Assassina);

Ronin (1983) - Minissérie foi publicada pela DC Comics contando a saga de um Samurai que depois evolui para um conto distópico e cyberpunk. Miller escreveu e ilustrou a série, criando Ronin depois de ver uns filmes e quadrinhos de Kung Fu.


Batman: Year One (1987): a versão de Miller para o passado de Batman, criada em parceria com David Mazzucchelli (Batman Ano Um);

Elektra Lives Again (1990): com cores de Lynn Varley, apresenta a história da ressurreição da heroina e de sua busca pelo Demolidor (Elektra Vive);

Daredevil: Man without Fear (1993): trabalhando com John Romita Jr., reconta a história da origem do Demolidor de forma semelhante à que fizera em Batman: Year One, mas sem obter o mesmo sucesso (Demolidor: O Homem Sem Medo);

300 (1998): publicada no Brasil como 300 de Esparta, mostra a versão de Miller, com cores de Lynn Varley, de um episódio das Guerras Médicas, em que os antigos gregos e os medo-persas se enfrentaram, no século V a.C. Conhecido como Batalha das Termópilas, esse episódio relata a resistência do Rei Leônidas e seu exército de 300 espartanos e 1000 gregos livres de outras regiões contra o exército do Rei Xerxes, da Pérsia, estimado entre 60 e 70 mil homens;

Batman O Cavaleiro das Trevas (1987): História violenta de um Batman cinquentão que ressurge para libertar Gothan City. Destaques: a luta com o Super Homem e uma menina no lugar de Robin.

Liberdade (1990): Desenhada por David Gibbons, narra as aventuras da garota negra Martha Washington num cenário futurista de guerra.

Sin City: Cotos violentos da vida noturna de uma metrópole.


Batman: The Dark Knight Strikes Again (2001-2002): seqüência de Batman: The Dark Knight Returns, desta vez realizada apenas com a ajuda de Lynn Varley na colorização; representou a capitulação de Miller ao fascínio do lucro fácil proporcionado pela proximidade às grandes corporações dos quadrinhos, sendo uma obra controversa e bastante criticada pelos leitores, que a consideram uma traição ao que o autor havia feito em sua incursões anteriores com o Cavaleiro das Trevas.

The Big Guy and Rusty the Boy Rebot: Parceria com Geoff Darrow, é um flerte de Miller com os filmes japoneses de monstros.

Martha Washington Goes War: Continuidade de Liberdade.




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